sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018



CORAÇÃO DE ESTUDANTE

Meu filho me cobra muito o fato de que tenho que escrever mais, e principalmente contar histórias, sempre digo que prefiro as metáforas pois elas não me obrigam de falar de ninguém vivo. Então, quando conto uma história acabo sendo eu mesmo o personagem, é a única forma de falar de alguém e não ofender outra pessoa.
Nesta semana telefonei para alguns pais para convence-los de matricular seus filhos no pré-vestibular que estou montando com o Maicon. Perco uma ligação do Melo Silva e outra do Rollemberg. Está claro que passado e presente se fundem para contar esta “estória”.
Como convencer alguém de estudar?
No meu caso foi mais ou menos assim: sou o mais novo de onze, vivia entre os mimos das irmãs e os cascudos dos irmãos, em uma casa cheia de livros. Se eu não quisesse ser incomodado bastava pegar algo e fingir que ia ler que ninguém iria mexer com o Reminho.
Que baita macete! Confesso que era um aluno que poderia passar na moita até a sexta série, então que eu descobri um livro de álgebra nas férias e por total falta do que fazer decidi antecipar o que iria aprender, pois meus irmãos falavam que a sétima série era a mais difícil, era quando os números se transformavam em letras. O resultado foi que eu tirei de letra a matemática do ano seguinte.
Aí que entendi o porquê de os professores parecerem tão espertos, basta estudar um pouco antes, assim você pode estudar menos!
Mais tarde quando passei no vestibular recebi a notícia de que meu pai tinha acabado de morrer, justamente comemorando o resultado. Naquela época ele mandava quase tudo para minha mãe e vivia com um salário mínimo entre o Ceará e o Piauí. Como minha mãe não era nenhum prodígio em administração financeira; defeito que por sinal, infelizmente, herdei; teríamos que viver com muito menos.
Após novos cascudos e novos mimos na hora de decidir o que fazer de cara de dezoito anos despreparado para a vida, fiz um trato com ela. Tal qual Medeia, pedi por um tempo: mas não somente um dia... um ano! lógico que minha mãe concordou, mesmo sem saber como iria fazer.
Sabia que era a única bala que eu tinha na agulha. Estudar entre 12 a 14 horas por dia? Mole. Ter confiança no resultado? Isso sim era terrível.
O resultado acadêmico veio, mas meus olhos estavam prestes a me impedir o ingresso. Como fazer sacrifícios para uma mãe é lugar comum ela ainda bancou uma caríssima operação de miopia.   
E lá estava eu na EsFAO, sem nenhuma vocação para ser bombeiro, e muito menos para ser militar. Lidar com os estudos foi fácil, com o sistema e os colegas um inferno. Sempre levei tudo muito a sério quando poderia ser mais leve e achar divertido, e sempre carregava todo o peso em um coração magoado e vivia escondido nos cantos para chorar.
Estava deprimido, e como nunca tive coragem suficiente para pular o muro para ir a um bar ou um baile qualquer, minha única forma de fuga era dormir, ou pegar um livro quando estava acordado. A força para resistir vinha de três fatores: a amizade que tinha dentro da escola, uma linda namorada que me esperava fora e a certeza de que não havia alternativa.
Como quase todos outros cadetes tinham o hábito de “cepar” alucinadamente nas madrugadas das vésperas de provas, carrego até hoje a injusta fama de que eu aprendia sem estudar. Fama, por sinal, espalhada pelo meu melhor amigo. Só para ver como as pessoas reagem.
Mentira!
Estudo quase o tempo todo, o que explica minha outra fama: a de distraído, ou seja, se eu passar por você e não cumprimentar não ache que quero lhe sacanear, estou estudando, como sempre faço.
Como convencer alguém de estudar?
Para os meus alunos digo sempre que a caneta é mais leve do que a enxada.
Como não sei o que é tocar a vida com uma enxada, posso apenas supor. Mas penso que a vida pode ser dura com qualquer pessoa. Só quem sofre de pés doídos sabe o tamanho dos sapatos. 
Tento convencer eles que vai ficar tudo bem se passarem para boas escolas, mas no final das contas toda alegria que um pai ou um professor pode ter se resume a formar pessoas de bom caráter.
Entre tantas fórmulas, que não servem para nada se a pessoa não aprende o real significado, fica uma: horas de bunda na cadeira. O que aprendemos tem profunda relação com o tempo de introspecção que estamos dispostos a oferecer ao assunto.
Estamos estudando muito para fora buscando informações alucinadamente. Estamos estudando pouco para dentro, para descobrir o que vai em nosso eu mais profundo.
De todos os aprendizados que posso oferecer aos meus alunos fica um: aprendi a rir do que tanto me magoava nos tempos de EsFAO. Hoje posso abraçar o mesmo mundo sem tanta dor.

Remo Noronha

domingo, 19 de novembro de 2017

Tudo que preciso na vida é uma praia e uma água de coco.
Mas quando as tiver, tudo isso me parecerá pouco.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017


REDAÇÕES

Dois fatos recentes sobre a redação do ENEM me chamaram a atenção neste final de semana, o primeiro foi a controversa decisão do Supremo Tribunal de impedir que a nota zero fosse cravada para quem opina de maneira ao menos detestável. Isto me põe nas cordas do ringue quanto à possibilidade de ter uma opinião definitiva. Se por um lado certas falas não contribuem em nada para a construção de seja do que for, o direito de ter uma opinião (despreparada, estranha, destrutiva ou simplesmente escrota) é um dos pilares do que deveria ser uma democracia. Mas não é disso que eu quero falar.
O segundo foi o tema escolhido, que fala de inclusão, de respeito ao próximo e de solidariedade. Penso que a banca deveria ter sido um pouquinho mais genérica. Afinal o jovem que não teve a oportunidade de conviver com alguém que tem uma certa dificuldade poderia ser prejudicado lá no final da redação quando se espera dele ser um tanto especifico, como requer os bons manuais espalhados aos quatro ventos.
Sobre surdez só tenho uma história interessante para contar. Tenho um amigo que é tão chato quando joga bola que conseguiu ser expulso por um árbitro surdo. O motivo foi revelado pelo gesto de estender a mão direita para o ar brandindo um cartão vermelho e a esquerda juntar os dedos intermitentemente perto do ouvido mostrando que o Izo estava falando demais.
Só que a surdez que mais incomoda deveria sim ser motivo de exclusão. Se trata da surdez política. Esta tem os sintomas da vaidade e do benefício pessoal em detrimento do interesse público. Se revela quase tão instantaneamente quando da assunção no cargo, já que poder e vinho são dois soros da verdade. Mas também não é disso que eu quero falar.
Sobre lidar com alguém especial mais próximo eu lembraria da minha linda aluna, a Cris, a quem sempre chamei de minha pequena vascaína.
Sim! É sobre ela que quero falar.
Quando recebi pela primeira vez uma prova de suas mãos vi dois fatos reveladores: um coração belamente desenhado sobre o meu nome e todas as questões resolvidas como se fossem regras de três.
Quem não é iniciado em física ou nunca teve aulas comigo provavelmente não sabe o que sempre digo: Meus caros antes mesmo de chutar uma resposta, pense se uma grandeza é linear, quadrática ou cúbica. Se você dobrar as dimensões de um cubo suas arestas vão dobrar, sua área quadruplicar e seu volume será multiplicado por oito.
No dia de entregar a prova, entretanto, lá estava com a camisa do meu time sob o uniforme da escola. Ela me deu um abraço interminável e me disse que era uma boa aluna e esperava por uma nota boa.
Sobre uma perspectiva simplista ela não havia atingido os objetivos do curso, não demonstrando o entendimento pleno do que é física.
Mas vou te contar um segredo desde que você não divulgue para os meus alunos: eu também não sei.

Só sei que desenhei dez corações pertinho do nome dela, que foi uma das pessoas que mais me ensinou o que é ser professor. Ou melhor, o que é ser gente.  

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

e nem tô aí

Acabei de assistir o final de uma palestra brilhante de um baita educador. Didática deve rimar com amor, com dedicação com colaboração.
 Concordo, estamos mais preparados para avaliar, medir, estabelecer quem são aqueles que têm e os que não têm o tal do mérito para subir os degraus das escadas corporativas.
Isso é profundamente válido para as crianças, que aguardam acolhimento e atenção. Meu nicho de trabalho é outro, meu barato são adolescentes e jovens adultos. Estes caras merecem saber que a sua vida não se define por uma nota ruim, ou na repetição do martírio de mais um ano de ENEM.
Concomitantemente já que é para falar de vestibular uma imagem não consegue escapar de minha cabeça doída e doida. Todo ano choro de rir, rio de chorar; mas no fim das contas o que chega é a depressão ao ver a mesma reportagem sobre o aluno que só chega após o portão fechado.
Meu Deus do céu e da Terra, mas será o Benedito! Será que esta criatura não consegue chegar na hora certa, pelo menos no que poderia ser o dia mais importante de sua vida?
Só compreendi o que realmente acontece quando vi o novo filme do Thor (spoiler alert), no qual o Ragnarok seria resolvido com os maiores inimigos de Asgard se destruindo mutuamente. Caraca! Quem sabe mais do que eu sobre a mitologia nórdica em meu vasto conhecimento derivado da leitura dos antigos gibis da Marvel me corrija! Pelo que imagino este evento é o fim do mundo, o motivo pelo qual Odin aceitou perder um olho. Um vale de lágrimas, corpos espalhados no chão, desespero e fim. E Fim. E fim.
Tudo bem eu acho o lance hollywoodiano mó barato! Mas não é o que eu esperava.  
Do mesmo modo eu não esperava que fizessem uma propaganda com o goleiro francês tomando gol de pênalti de todos os brasileiros frustrados pela copa de 98.
Nem mesmo esperava ouvir uma música sertaneja na qual a mulher traída se mostra tão nobre a ponto de dar uma grana para seu futuro ex pagar uma prostituta.
O que estes eventos têm em comum? Um jeito estranho de transformar uma tragédia em algo mais palatável.
Afinal quem disse que eu perdi alguma coisa? Essas uvas não me interessavam mesmo! Isso não foi bem assim. A culpa não é minha. Não fui eu quem errei. Não é tão ruim. O Brasil só perdeu por que vendeu a copa (Zidane esculachou de novo oito anos depois? Quem é Zidane?).
O que esquecemos é que desvalorizar as derrotas imediatamente fazem o contrário. Assim como só entendemos a grandeza de alguém quando nós o perdemos.
As crianças devem ser protegidas da competição selvagem e devem ser nutridas para passo a passo aprender a lidar com um mundo feroz, que vai exigir que um piloto de avião ou um médico não podem errar nunca. Que um errinho de conta de nada derruba uma ponte, um marujo atrasado para pegar um navio é preso por deserção.
Enfim, em algum momento o cara é (ou deveria ser) sacodido pela realidade na qual a gazela e o leão tem que acordar cedo e correr um bocado, sob a pena de morrer seja atacado ou de fome.

Enquanto eu não consigo entender todos os aspectos desse processo, que tal fazer uma vaquinha para dar um despertador para um vestibulando desavisado? 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Olha, você é aquela
Canção mais singela
Que um dia cantei
Quero, ficar bem pertinho
Sentir o carinho que tanto sonhei
E, ao beijar o seu rosto
Sentir o seu gosto me faz flutuar
Não me negue o seu belo olhar
Quero ter perto de mim
Para sempre seu jeito assim
Em meus sonhos, toda noite está
Sua face de tanto luar

Eu vivo só pra te amar

terça-feira, 3 de outubro de 2017

(IN)CERTEZAS

Uma folha em branco deixa de assim a ser quando recebe um carimbo escrito: Em branco.
Se um menino puser uma capa azul ele não vira o super-homem, e caso tenha a infeliz ideia de pular da janela... bem vocês sabem, a lei da gravidade (ainda) não foi revogada.
Quis começar este texto com algumas certezas, pois cada vez menos as tenho.
Não sei se alguém quer me dar um golpe.
Não sei como o universo se organiza.
Mas, posso dizer que tem um punhado gente um pouco mais perdida por aí.
Vi, outro dia um vídeo de um congressista se dizendo preocupado com a colisão de um planeta de nome estranhíssimo com a Terra, e de que forma o Congresso deveria se preparar para o evento.
Caraca! Esse cara não tem uma assessoria mínima? Perguntei a um amigo. Não há ninguém para avisar que ele está pagando um King Kong? Bem... ele disse. Se o cara está perdido assim imagina o naipe de assessores que ele escolhe. Além do mais quem vai correr o risco de bater de frente com a otoridade?
Chega outra informação. Esta já vale a pena. Um cara fez uma pesquisa que delineou que o maior indicador de que alguém vai participar do crime organizado não é a condição social, nem a origem geográfica da pessoa (o que sei de experiência própria, as favelas estão apinhadas de gente decente e trabalhadora!), mas sim da evasão escolar.
O processo seria mais ou menos assim, o guri não vê a escola como uma chance de melhorar de vida, logo se desinteressa. Depois vê seus resultados despencarem. É chamado de burro a torto e direito e direto. Foge da escola. Toca a vida de outra forma.
Bem isso não contempla as falhas de caráter. E elas também existem. Digo ainda que o desempenho acadêmico não tem relação direta com a educação do coração, aquela que outras pessoas preferem chamar de berço. Não uso este termo por entender que há órfãos de bom caráter e filhinhos de papai que não prestam.
Fica ainda a questão que não quer calar, a quem interessa uma escola que não funciona?
Seja como for a escola deveria ser um ambiente acolhedor. E quando assim o é se torna um lugar mágico, mesmo que não seja Hogwarts.
Sei disso porque assim era a Baden Powell, lá em Guadalupe. Guardo com carinho o nome dos amigos: Carlos Alberto (que Deus o tenha), seu irmão, Carlos Augusto, Evandro, Jaceara, as duas Ivanas, Maria, Athaide... Ah! Bons tempos.
Só que não podemos esquecer dos atores principais: eles exigiam disciplina. Contavam histórias. Liam para nós o Homem que Calculava de Malba Tahan ou o Pequeno Príncipe. Desenhavam o mapa mundi, uma célula, um organograma, nos ensinaram gramática e poesia, nos faziam ler Érico Veríssimo. Nos contavam como era o universo, a Terra, e as estações.
Maele, Nolasco, Fernando e o inesquecível Chicão.
Obrigado por não nos deixar pagar mico.
Obrigado por não permitir que a vaidade nos leve a conclusões absurdas, mesmo que a nossa assessoria não nos corrija.
Obrigado por tornar a Baden um lugar melhor que a rua.

Uma geração inteira de Guadalupe agradece.

domingo, 24 de setembro de 2017

SOBRE O BARROS, MARINHO, RICARDO BRANCO, RAMON CAMILO, SIMÃO, PONTES, ALEX VANDER, MAIA, ANÍBAL, WERNER, KEMPERS E PITALUGA.

Esta é uma história a ser contada, ela fala sobre a penúltima equipe com a qual trabalhei antes de ir para a reserva. Há obviamente outros nomes de pessoas que deveriam fazer parte deste título; gente importante cujas decisões influenciaram o rumo da história; gente que sofreu perdas incalculáveis com força, fé e dignidade; gente que orgulhou a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros; gente que pode ter contribuído mais que estes amigos que estou citando aqui, dentre os quais os que deram a própria vida.
Mas como sou eu quem conto, conto sob uma ótica profundamente pessoal, pois só quero falar de meus amigos mais próximos e daquilo que fazemos para lidar com o sofrimento daqueles que juramos ajudar.
Hoje parei o carro e buzinei, falei para o Barros “peraí mermão”. Vejo, emoldurado nesta manhã de sol, o sorriso de sempre, aquele que ele exibe quando não está profundamente estressado porque um fato qualquer não se encaixa como uma luva em seu alto padrão do que deveria ser. Muito diferente daquela noite chuvosa em que pensamos que poderia ser o nosso último dia neste planeta.
Chovia, não, não é essa a palavra. A chuva em Petrópolis pode ter tantas origens formas diferentes que a palavra chuva não contém em seu bojo a mínima semelhança do que estava acontecendo. Do mesmo modo que chamar Petrópolis de cidade é uma pequena sacanagem. Petrópolis é muito mais. Petrópolis é o Brasil em miniatura, com sua história ímpar, sua ocupação improvável, sua pujante natureza, e principalmente com seus palácios  convivendo ao lado de suas favelas.
Me deixa recomeçar.
Caía uma cachoeira do céu.
A nossa viatura tinha algo de poderoso, a tal da L-200 tem o coração de um trator, mas pouco ela pode fazer em um engarrafamento. Faltavam poucos metros para entrada da rodoviária, mas pouco importa, poderiam faltar quilômetros que não faria a menor diferença. Quando nós vimos a viatura da Defesa Civil local. Neste momento eu não sabia ainda o que havia acontecido, se soubesse estaria estupefato com a aparente calma do Ramon Camilo.
“Peixe, dá uma moral para a gente poder chegar até a sua base, soube que vocês estão precisando de reforços”. “Deixa comigo Comando”, ele respondeu. E logo chegaríamos lá.
Fui pensando em todo treinamento que tive para colaborar com a organização de eventos de grande porte. Mas o que encontrei lá foi uma equipe que tinha que engolir o choro para continuar trabalhando.
Três deles não voltaram. Ricardo Correia fora arrastado por mais de um quilômetro em um rio de lama, só a história de sua sobrevivência daria um livro. Fernando e Beto, não tiveram a mesma sorte.
No dia seguinte coube a mim explicar o que havia acontecido para a mãe do Beto. Deveria haver alguma lei que proibisse as mães de passarem por isso. Esta deve ter sido a missão mais difícil de toda minha carreira.
O que fazer quando é o herói quem precisa de socorro?
Decidimos ali naquele momento, que só o nosso trabalho poderia honrar a partida deles, e foi o que fizemos, e não foi pouco. Mas não é disso que quero falar, o que digo é apenas que é bom estar entre amigos quando a coisa está feia. Acho que passamos por dificuldades para saber na vida quem são os nossos amigos. E se muito se perdeu, fica este bem precioso.
Passamos por aquela crise e pelos anos seguintes ralando um bocado, lutando e acreditando que poderíamos tornar aquela cidade uma cidade melhor, e este país um pouquinho melhor.
Em um desses dias de luta nos abraçamos e fizemos uma oração, eu havia acabado de ouvir Fernando na interpretação apaixonada do ABBA, então como parte da oração lhes disse: “Havia algo no ar naquela noite/ As estrelas brilhavam, Fernando/ Elas brilhavam por mim por você/ Pela liberdade, Fernando/ Embora eu nunca tenha pensado no que poderíamos perder/ Não há arrependimento/ Se eu tivesse que fazer tudo de novo/ Eu faria, meu amigo, Fernando.”
Então, parei para respirar e disse: essa música é perfeita, mas só há algo errado: o céu não brilhava! Olhei ao redor e continuei: para que a música fizesse sentido deveria haver estrelas, mas elas existem. São vocês.
Muitas pessoas nos dizem que Deus nos usa para fazer chegar sua mensagem, deve ser, pois foi assim que me senti.
Isto nos deu forças para continuar lutando por mais alguns anos. Os resultados podem não ter chegado nem próximo de nossa ambição, porém mais uma vez não há arrependimento. Vivemos em busca da vitória, mas é a luta que dá sentido à vida.
Sei que este texto não deve ser exatamente o que você esperava, fica ainda uma incoerência do tamanho de um bonde: que raio de título é esse?

Bem... estes são alguns amigos que passaram por essa mesma estrada.