Para Paulo, Eduardo
e Correia
Nesse caso a palavra é outra: estigmatizado. Essa é
explicada por uma história. Ao ser admitido no exército romano, o soldado
(pago em sal) recebia uma tatuagem com sua identificação e legião. Se fosse bom
nisso poderia chegar até a general. Alguns até mesmo viraram imperadores. Só que ao
chegar na Corte havia um estigma que demonstrava que aquele cara não era dali.
Hoje em dia os sinais podem parecer mais sutis. Mesmo assim há
quem trabalhe e há quem lucre (mesma origem que logro). Se alguém está no lugar
errado logo aparenta, pelo menos é o que diz Michel Alcoforado. Por exemplo,
rico não fala com quem o serve. Ou seja, logo eu seria desmascarado.
Assim coleciono amigos que se sentem mal por não terem chegado.
A pergunta é: chegar aonde? O piloto da aeronáutica, hoje em dia é professor. O
professor universitário, leciona no PRTEVEST. Um monte de amigos sonhava em ser
bombeiro, enquanto eu mesmo nem pensava em sê-lo.
O lance é que vira e mexe a gente é gente grande e nem percebe. Eduardo
do horto lá de Carmo ia nas matas, pegava sementes e fazia mudas. Eu que era
chefe dele só entendi a grandiosidade do que fazia quando vi dois doutores da finada
FEEMA se emocionarem como trabalho dele.
O cara que queria ser piloto é um professor genial e um das
pessoas mais gentis (o que é a marca dos grandes mestres) que já conheci. O que
queria ser professor abre as portas para um monte de gente como a gente chegar
ao ensino superior.
Digo a todos os personagens desse texto para olharem para um
espelho e finalmente entenderem que eles, simplesmente, não cabem na moldura.
Lembro a eles que a primeira caracterização de uma avaliação é saber a intenção
do avaliador. Portanto, deveriam deixar de lado as expectativas da sociedade e
medir a grandeza através do meu olhar.
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